domingo, fevereiro 19, 2006

A tradição da morte como património Mundial



O Dito Cujo alertou e o Max ironizou sobre a questão de as touradas serem candidatas a património mundial.
Eu apenas vejo nesta estupidificação colectiva, orgia colectiva de grunhos uma desinspiração para continuar a acreditar no ser humano, anda aqui um gajo a dizer que podemos coexistir e vêm estes grunhos propor um espectáculo sádico, violento e batoteiro como património mundial.
Aos grunhos aconselho mais sexo e menos frustração, é que um par de cornos parecem desplotar reacções negativas...

4 comentários:

Pedro Morgado disse...

Poupem-nos a esta ridicularia... Desde quando é que um espectáculo que não é mais que espetar facas num animal, com uma assistência "de grunhos" como muito bem dizes pode vir a ser Património Mundial?

Biranta disse...

Este post gostei! Com esta opinião eu posso "coexistir", sem necessidade de "desportivismo". Mas, ao contrário do Pedro, não me admiraria que fosse possível. Recordo que, "aquela coisa" que ainda é presidente deste País, se apressou a "autorizar" as touradas de Barrancos, por causa da tradição, enquanto os aldeões se vêem reduzidos à clandestinidade quando "produzem" os seus próprios alimentos, como seja matando o porco e fazendo os respectivos enchidos. Sim porque isso nunca se fez, neste País, não é tradição, mas o "espectáculo" degradante sim, é tradição. Por isso há que obrigar todos a recorrer a matadouros, que é para serem vigarizados e não saberem o que comem, apesar de todo o seu trabalho... Sim porque os crimes alimentares, quando nascem, devem ser para todos... E as matanças... só se for como "espectáculo"...

Dito Cujo disse...

Desculpa mas tenho mesmo de deixar aqui um comentário não relacionado com esta entrada.
Gostava de saber a tua opinião sobre o facto de David Irving ter sido condenado na Áustria a 3 anos de prisão por ter 'negado o holocausto'.
Não é por nada, mas não vejo muita gente a dizer nada para apoiar a livre expressão de David Irving.
E ainda para mais uma mordaça sancionada pelo estado austríaco, supostamente democrático.
Vai lá ao Dito Cujo dar uma vista de olhos no último post.

João Dias disse...

Pois é Biranta, nem na altura de serem injustos conseguem ser coerentemente injustos.
Barrancos é um negócio, por acaso nem sequer me lembrei de abordar o tema sobre esse prisma, um obrigado pelo abrir de perspectivas.
Lembro-me de um colega meu ter comprado carne de um animal abatido nesse "belo espectáculo" e que tinha sido bastante caro.
Ou seja o serviço de matar um animal em praça pública provavelmente vale muito mais de que qualquer serviço que um trabalhador médio preste à sociedade.

"The show must go on."