segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Amanhã e só amanhã!


Sessão Pública sobre a Crise Financeira com Francisco Louçã

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009 às 16h00

Local: Anfiteatro DEGEI (Dep. de Economia, Gestão e Engenharia Industrial)
Universidade de Aveiro

«No dia 17 de Fevereiro, a partir das 16h00, no Auditório do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial, um grupo de alunos da UA promove uma sessão pública para discutir a actual crise financeira. A conferência será iniciada pelo docente e economista Francisco Louçã, que fará a sua interpretação sobre o impacto da crise financeira na economia portuguesa, primeiro, apresentando uma comparação desta com a de 1929 (a maior crise económica do século XX), para verificar semelhanças e diferenças, e, depois, sobre a natureza das características desta crise, as suas origens, a sua possível duração e os seus impactos. Após esta exposição, o público é convidado a partilhar a sua opinião, a colocar questões e a debater o tema.»

P.S. - É aberta à participação de todos e todas!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Olha a fossa abissal e deixa lá a pegada do elefante!

Perante as notícias que dão conta de um "buraco negro" de 1800 milhões de €uros (mais de 360 milhões de contos) no BPN, apetece-me perguntar "Ainda há quem esteja preocupado com o dinheiro que se gasta no RSI?"
Se a resposta for afirmativa, nas próximas linhas tentarei demonstrar porque é que essa preocupação está centrada em "ninharias", ou "peanuts" como diria o comendador Berardo.

Para isso, convém ter presente que a CGD já gastou 1400 milhões de €uros na "brincadeira" levada a cabo por Oliveira e Costa y sus muchachos. No que diz respeito ao RSI convém estar na posse de alguns factos:

- 334.865 pessoas recebem RSI;

- em média, cada beneficiário do RSI em Portugal recebe por mês 88€;

- 334.865 x 88€ = 29.468.120€ (cerca de 6 milhões de contos por mês gastos com o RSI);

- 29.468.120€ x 12 meses = cerca de 350 milhões de euros (70 milhões de contos) por ano gastos com o RSI. De facto, é uma "quantia astronómica" quando comparada com os 1400 milhões de euros (mais de 280 milhões de contos) que já foram "enterrados" no BPN. Isto porque:

280.000.000 - 100%
70.000.000 - x = 25% daquilo que se gastou no BPN, ou 1/4 se preferirem.

De uma forma mais comezinha, por cada 1€ gasto no RSI foram gastos 4€ no BPN.

ESTÁ CLARA AGORA QUAL DEVE SER A PREOCUPAÇÃO?

domingo, fevereiro 01, 2009

Porque ainda há quem ache que não têm razões para se queixar

O governo apresentou a descida do número de professores inscritos nos Centros de Emprego nos últimos quatro anos como uma prova da eficiência do sistema educativo. Mas a verdadeira razão desta quebra está no fim dos estágios remunerados, que antes de 2006 davam direito ao subsídio de desemprego, e na "necessidade de sobreviver" que leva muitos desempregados a aceitarem empregos "precários e mal pagos".

O Secretário de Estado da Educação garantiu à agência Lusa que a diminuição do número de professores inscritos nos centros de emprego se deve ao alargamento das oportunidades de ensino. "Foi necessário recrutar professores e é isso que permite verificar que hoje temos menos de metade do desemprego docente que tínhamos em 2005", afirmou Valter Lemos.

Mas as razões do governo para a quebra no número de inscritos nos centros de emprego - passou de 12.877 para 5.521 entre Dezembro de 2005 e Dezembro de 2008 - não são aceites pelos professores, que apontam outras razões para o facto. Antes de mais, a inutilidade da inscrição. "O centro de emprego também não é necessariamente o melhor local para obter trabalho na área da educação. Cada vez mais os concursos e as vagas para leccionar estão na Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação", explicou João Dias da Silva, da FNE.

Na opinião da Fenprof, é o fim dos estágios remunerados que provoca aquela quebra de inscrições. "Antes de 2006, esses estágios eram remunerados, contavam como tempo de serviço efectivo e os professores descontavam para a segurança social. Quando acabavam o estágio, se ficassem desempregados, milhares inscreviam-se no centro de emprego. Agora isso já não acontece", diz Mário Nogueira.

O líder da Fenprof aponta ainda outros motivos para que os professores desistam de procurar emprego na sua área, como o aumento dos professores contratados, que vieram preencher as vagas abertas por aposentação de milhares de professores nos últimos anos, a diminuição da procura dos cursos universitários com via de ensino e a "necessidade de sobreviver", que leva muitos jovens a aceitar um emprego "precário e mal pago" nas actividades de enriquecimento curricular.

A Fenprof reagiu ainda ao despacho aprovado pelo Ministério da Educação sobre a mobilidade dos professores titulares, acusando o governo de "consolidar a fractura da carreira, impedindo os professores titulares de se candidatarem livremente a qualquer escola como farão os seus colegas". O comunicado da estrutura sindical diz ainda que com este despacho da 5 de Outubro, os professores titulares "não só estarão impedidos de se candidatarem livremente no próximo concurso para colocação de docentes, como lhes foi retirada a possibilidade de serem destacados por condições específicas (protecção na doença ou acompanhamento de familiares a cargo) ou para aproximação à residência, como qualquer colega seu".