quinta-feira, outubro 30, 2008

Fugir aos impostos é normal, diz filha de Américo Amorim

"A filha do empresário defende-se argumentando que se trata de "uma evasão fiscal socialmente aceite" e que "normal era que o preço declarado fosse inferior ao real"

Depois dos profetas da instituição casamento que, basicamente, substituíam as suas opiniões pessoais por um consenso geral da sociedade, surge um novo consenso, desta vez proposto pela filha do nosso benemérito Américo Amorim.

Engraçado, não me lembro de nenhuma cláusula a dizer: "caso queira pagar menos impostos é favor declarar a venda do imobiliário a um preço inferior ao valor real da transacção porque isso é socialmente aceite. " Não deixo de ficar admirado com o baixo nível de quem mais tem possibilidade de poder pagar impostos. Esta gente que desvaloriza a sua integridade e verga a sua personalidade a uma ganância mais pujante que a ganância sistémica do capitalismo devia ser alvo de um estudo de caso.

Em regra, o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis é pago antes da escritura e incide sobre o valor do contrato ou sobre o valor patrimonial tributário dos Imóveis, consoante o que for mais elevado.


terça-feira, outubro 28, 2008

Greenpeace "toca e foge" em Aveiro


A notícia do Público pode ser lida AQUI.
De acrescentar que depois de acorrentar os navios, os activistas abandonaram o local para evitar serem apanhados pela Polícia Marítima!

terça-feira, outubro 21, 2008

Em nome da verdade

"Deficientes voltam a ter mais benefícios fiscais em 2009" – Agência Financeira.
"Governo reduz impostos para os contribuintes com deficiência em 2009" – Público
“Deficientes têm redução no IRS” – Diário Económico
“Orçamento para tentar atenuar efeitos da crise” – TVI

Os títulos são estes, mas a verdade é muito diferente. É preciso divulgar junto da opinião pública o que realmente se passa com os impostos dos trabalhadores portadores de deficiência que, para além da parte do salário real que é levada pela inflação, ainda têm que enfrentar um agravamento fiscal, introduzido em 2007 pelo Governo Sócrates, em nome de uma justiça social que afastou a sociedade das suas responsabilidades de inclusão destes cidadãos.

Imagine se os seus impostos tivessem aumentado assim. E imagine que o que lia nos jornais, o que ouvia nas rádios e o que via nas televisões era o oposto da realidade que estava a viver. Para além de sentir na pele a injustiça de uma medida que limita decisivamente o seu direito à inclusão social, ainda se sentiria usado como propaganda numa campanha em que se diz que os seus direitos foram reforçados.

Os trabalhadores portadores de deficiência não têm assessores de imprensa para fazer títulos de jornal. Por isso contam com a colaboração de todos nós para a divulgação de uma verdade que não consta das notas de imprensa distribuídas pelo Governo, que os média se limitam a republicar: a tributação dos cidadãos portadores de deficiência aumentou em 2007, aumentou novamente em 2008 e ainda vai aumentar mais em 2010. O que o Governo fez foi apenas dar uma trégua de um ano nesse agravamento fiscal e adiá-lo de 2009, ano de eleições, para 2010.

Abaixo da animação seguinte, da responsabiliade do Movimento de Trabalhadores Portadores de Deficiência, disponibiliza-se o código html para todos os bloggers que queiram colaborar na divulgação da mensagem nela contida. O apelo de divulgação estende-se a todos aqueles que, não tendo um blog, podem repassar esta mensagem por mail a todos os seus contactos.

Ajude na divulgação desta causa. É uma causa de todos, sua também.

Os impostos dos cidadãos portadores de deficiência estão a subir e os média limitam-se a republicar as notas de imprensa do Governo que dizem precisamente o contrário.

Em nome da verdade e por uma sociedade mais justa, colabore! Há que divulgá-lo.

Ajude na divulgação desta causa! É uma causa de todos, sua também.
Os impostos dos cidadãos portadores de deficiência estão a subir e os média limitam-se a republicar as notas de imprensa do Governo que dizem precisamente o contrário.Em nome da verdade e por uma sociedade mais justa, colabore! Há que divulgá-lo.


quinta-feira, outubro 16, 2008

Quem quiser pode assinar

a petição lançada pelos pais dos utentes do CASCI, que já passaram por situações que foram referidas AQUI, AQUI e AQUI

"Para que fique por mais relembrado, estas “crianças”, agora com a maioridade, desde os seus primeiros anos de vida tiveram sempre acolhimento nesta grande Casa e, presentemente, por exigências estruturais exacerbadas e supérfluas, estão a ser confrontados com um desalojamento injusto e indigno, tendo em conta as suas necessidades especiais, perante a indiferença de quem por elas poderia melhorar a sua qualidade de vida e a de seus pais, que neste momento anseiam pelo futuro dos filhos que tanto amam."

A petição pode ser assinada AQUI

Obrigado a todos!

É capaz de ser bom!

"Religulous" é um documentário de 2008 realizado por Larry Charles, escrito e protagonizado pelo comediante político Bill Maher. Segundo o próprio Maher, o título do filme é um trocadilho derivado das palavras "religion" e "ridiculous" (no original), insinuando a natureza satírica do documentário que pretende ridicularizar o conceito de religião e os problemas que ela acarreta.
Estreou nos E. U. da A. no início deste mês e tem estreia marcada em Portugal para o dia 4 de Dezembro de 2008.

terça-feira, outubro 14, 2008

Tão real como a morte


Talvez a única crença que me habite a mente seja a morte, acredito piamente na putrefacção e decomposição dos corpos, mas mesmo esta minha crença tem a sua racionalidade, é que ela prende-se com...como é que se diz...factos.

Acontece que existem crenças (sem aspas) que são só isso, afirmações sem base no real, uma das que está a fazer mossa na actualidade é a crença no mercado como entidade com regulação (sobre)natural e com uma "lei" chamada de oferta e procura que dispensa agentes de equilíbrio tais como políticas sociais e fiscalização.

Escrevo este post para dar conta de uma notícia (Bodies of the dead not being buried in echo of Winter of Discontent as effects of credit crunch spread across Britain) que retrata a colisão destes dois mundos, o da morte e o dos mercados infinitos. Acontece que vamos ter de esperar que a "lei" da oferta e procura apareça para resolver o problema e depois deixar a lei da natureza tratar da putrefacção e decomposição.
Há que dar "crédito" aos mortos...

sábado, outubro 11, 2008

"Cobardes"

Embora na realidade até possa não se tratar de cobardia, mas sim de oportunismo político, foi o que se ouviu na assembleia e a assembleia precisava de ouvir algo. A democracia continua a não se cumprir, o Estado continua a marginalizar pessoas cuja orientação (pelos vistos tem de ser obrigatoriamente uma orientação e não uma opção) sexual é homossexual.
Assumo hoje um pesar, pelo facto de Portugal continuar pobre, em direitos e democracia.

Não resisto a comentar o disparate nacional dominante da homofobia envergonhada, parece afinal que devemos ter em conta o "conceito" casamento e o que ele representa para a sociedade e, por isso, manter pelo menos o nome casamento em exclusividade para os casamentos entre pares heterossexuais.

Alguns apontamentos sobre o assunto:

-> Menciona-se uma eventual concepção da sociedade sobre um conceito, como se houvesse uma posição clara sobre este assunto.

-> Quem defende esta tese deve se assumir (afinal quem são os maricas?), dizer o que pensa e não criar uma sociedade à medida das suas intenções, se o fizer está a abandonar o campo da hipocrisia e contribuir para o debate.

-> Mesmo que a maioria da sociedade esteja incomodada com a possibilidade de um casal homossexual poder ser feliz, ter um contracto público que assuma isso mesmo e as benesses desse estatuto, isso não justifica que mantenhamos a injustiça porque ela tem muitos defensores. Os valores valem por si, pela lógica e razão que carregam consigo, não valem porque muita gente abdicou de pensar. Em última análise, o mundo devia ter ignorado a sociedade Nazi, não devia ter intervido, porque na Alemanha de Hitler os benefícios da exploração da miséria humana eram bastante consensuais.

-> Diz-se ser possível, existir dois direitos completamente iguais com nomes diferentes, só que o código civil não aceita parvoíces, e as coisas que são iguais têm nomes iguais. No momento de criar essa figura no código civil, a patranha ficava exposta, porque para distinguir as duas entidades, casamento e "qualquer coisa diferente", sendo elas rigorosamente iguais, teria de mencionar que a distinção passava somente pelo facto de uma ser para casais homossexuais e outro para casais heterossexuais.

P.S. Os Verdes, instrumento político do PCP, acham suficiente permitir à comunidade LGBT que se case, a verdade é que não chega, todos os direitos previstos para os cidadãos heterossexuais tem de ser extensíveis aos cidadãos homossexuais. Assim, o não reconhecimento ao direito de adopção materializa uma enorme nódoa no grupo parlamentar do PCP e Verdes, forças que se dizem de esquerda (e as outras também), não podem negar direitos básicos a elementos que, quer queiram quer não, são parte da sociedade.

sábado, outubro 04, 2008

Prosa poética

Nos dias que correm, no meio de uma crise financeira como já não se via há muito;

- por entre aprovações de planos multi-bilionários a serem pagos por todos os contribuintes do mundo;

- depois da promulgação de um Código de Trabalho tão reles que obriga os trabalhadores a darem o... braço para poderem exercer a sua profissão;

- ao mesmo tempo em que o Governo decide boicotar discussões como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo por questões de "timing";

- no início de um ano lectivo em que é palpável o mal-estar que foi criado pelo ataque cerrado aos professores;

TALVEZ a solução passe por ver o mundo de uma forma mais bucólica, mais epicurista, mais "carpe diem", da mesma forma que o nosso P.R., que se maravilha com tarefas tão singelas como o mungir de mamíferos ruminantes!

Bebei pois um pouco da prosa poética que nos é oferecida por Sua Excelência o Presidente da República!

sexta-feira, outubro 03, 2008

Assustador é quando...

... as imitações não diferem muito da realidade.
Depois de ter dado uma entrevista a Katie Couric, a candidata a vice-presidente dos EUA Sarah Palin "viu" os seus maneirismos serem apanhados com mestria pela actriz Tina Fey.
O mais assustador é que a conversa da cópia não difere muito da original!

Aqui a entrevista original:


Aqui a brilhante interpretação de Tina Fey:


E aqui as duas em comparação (a partir dos 20 segundos):