
De facto, os meses que separam Abril de Setembro são mais que suficientes para que a proposta seja aprovada; para seleccionar os docentes mais qualificados (ainda estou para saber como); para que seja ministrada a formação necessária a todos os membros das equipas; e para formar as equipas de acordo com as necessidades específicas de cada grupo de alunos! (Então não?)
Quanto ao segundo projecto é "concebido nos mesmos moldes, mas orientado especificamente para a integração de alunos imigrantes ou descendentes de imigrantes", ou seja, "promover o domínio da língua portuguesa junto daqueles estudantes, facilitando a sua integração e sucesso escolar"! Parece-me bem! Se o Sócrates conseguiu implementar o Inglês na primária de Fevereiro a Setembro do ano passado por que é que não se consegue fazer o mesmo com o Português? Talvez a solução passe por fazer com que os professores que já estão colocados ajudem os alunos que não dominam a língua (coisa que já se faz), deixando os desempregados a "chuchar no dedo" e os primeiros com horas extra para além das aulas de substituição!
Para o grupo parlamentar que apresenta estes projectos é uma maneira simples de responder simultaneamente a três problemas: "o insucesso/abandono escolar; a questão da integração dos alunos imigrantes; e a ocupação e APROVEITAMENTO de milhares de professores desempregados e outros licenciados que não encontram um trabalho adequado às suas habilitações"! Estou maravilhado! Maiusculizei o termo "aproveitamento" por razões óbvias: dar a mão aos pobrezinhos dos desempregados APROVEITANDO as suas qualificações em troca de um subsídio de desemprego e a contagem do tempo de serviço para mim tem um nome: EXPLORAÇÃO!
(1) - Dr. Doxey - personagem do sétimo álbum de Lucky Luke que possuía a poção que curava todos os males, maleitas e afins!
8 comentários:
Desemprego->exploração
Quem disse que o desemprego é mau é porque não comtemporizou a óptica do empregador.
contemporizando a óptica do empregador: ele também devia achar o desemprego mau visto que se não o fizer poderá mais cedo ou mais tarde perder o seu próprio emprego por não ter ninguém para empregar! ou será que não?
Não, Rui, com desemprego há precisamente muita gente para empregar e com outra predisposição para ser explorada, sem desemprego é que não...
Além disso o empregador gosta de ter os quadros mais curtos possíveis...
acho que não me fiz entender! se em vez de 500 000 desempregados houvesse 10 milhões, os empregadores também perdiam o emprego! LOL (era bom, não era?) Mas quando falei em exploração dos desempregados foi por achar que se os puserem a trabalhar devem pagar-lhes mais do que aos desempregados que não têm emprego!
Esse "se" não tem consistência na realidade, é como dizer que de repente o dinheiro desaparecia por artes mágicas...puff
Os empregadores não têm de se procupar com emprego porque eles têm os meios de produção e concentram em si riqueza...
Ou seja o patronato não está no mercado de trabalho, eles comandam o mercado de trabalho.
Além disso as tuas palavras foram:
"perder o seu próprio emprego por não ter ninguém para empregar!"
Se calhar não querias dizer o que disseste??
Em relação à exploração não estou em desacordo, pelo contrário, simplesmente frisei que ela é impulsionada pelo desemprego.
Não, quis dizer precisamente isso! Como não vejo nenhuma maneira "real" de nos vermos livres de empregadores, resolvi divagar um bocado: ou deixamos todos de trabalhar ou fazemos uma revolução social e pomos os gajos a trabalhar para nós! agora na realidade, e não descurando o poder místico dos offshores e das fugas ao fisco, o dinheiro poderá vir, gradualmente, a desaparecer! mas temos "sempre" os fundos comunitários europeus!
Não podemos pôr os gajos a trabalhar para nós, infelizmente, porque são eles que têm os meios de produção. Isto da questão dos meios de produção está intimamente ligado às empresas e não tanto, mas também, aos serviços.
Mesmo com offshores o dinheiro não desaparece, é um truque de ilusionismo que não ilude ninguém mas que também ninguém quer combater em nome da "liberdade económica".
E nem sempre teremos os fundos comunitários porque com dizia Lavoisier:
"...nada se perde, tudo se transforma."
Aliás para ter fundos comunitários e offshores são masi incompatíveis do que possa parecer.
Exacta tal e qualmente! Que vida preenchida que nós temos! Passamos a vida a bitaitar os nossos próprios posts! Um abraço!
Enviar um comentário