quinta-feira, maio 25, 2006

Um narciso não é necessariamente um mentiroso

O perfil algo narcisista de Carrilho não nos deve cegar da veracidade de algumas das suas acusações, com certeza que este peca ao fazer algumas acusações sem no entanto ter bases sólidas mas também apresentou factos verídicos em que percebemos de forma bastante óbvia que a comunicação social é hoje uma empresa que nem sempre ganha mais se servir bem os espectadores.
Depois de ter visto o programa de segunda da RTP, Prós e Contras, a questão ficou mais clara, Ricardo Costa tentou sempre enviesar a discussão para outro curso que não o do debate da comunicação social e isso torna-o ainda mais suspeito. Ricardo Costa para mim não é suspeito, já tem cadastro, aparece sempre em alturas bastantes oportunas, é o chefe de cozinha e o cozinhado é sempre o mesmo. Vejamos então porque na minha opinião R. Costa é mais sopeiro que agente de comunicação:

- Os seus programas pecam pela falta de pluralidade, no expresso da meia noite ainda não vi uma discussão económica em que não estivessem neoliberais frente a frente e que por regra, sem expepção, não estivesse ninguém que confrontasse essa visão com uma visão alternativa de economia.

- Quando Paulo Pedroso foi detido, Ricardo Costa dedicou o dia todo a atacar Ferro Rodrigues, transformando algo completamente desligado da actividade política num facto político e tentando tirar assim consequências que mais lhe agradavam, ou seja que o próximo primeiro ministro não fosse de esquerda.

- Durante a discussão no Prós e Contras, Ricardo Costa ignorou por completo críticas cerradas à comunicação social e tentou focar as fragilidades de Carrilho, que são óbvias mas que serviam neste caso apenas para esgotar o debate e dar a entender que a comunicação social não tem poder nem influência nas decisões democráticas.


Tem se falado em falta de qualidade jornalística, a mim parece-me muito mais urgente falar em isenção, Ricardo Costa não é incompetente, é parcial...

18 comentários:

Anónimo disse...

O Carrlho levantou um assunto de extrema acuidade para a nossa Democracia: A independência dos Média

Pedro Morgado disse...

Discordo da tua análise.
O Carrilho é o pior exemplo da manipulação da comunicação social: foi isso que ele tentou fazer... E esteve ao lado de um tipo que diz que se vende um PR como se vendem sabonetes... Está tudo dito.

Quanto ao Ricardo Costa, não sei porque vejo pouca televisão.

Já quanto ao Paulo Pedroso só posso perguntar:
Afinal as crinaças foram ou não violadas/usadas?
Afinal ligaram ou não ao Procurador para não prenderem o senhor?
Afinal pressionaram ou não o PR?

Afinal há justiça neste país???

pedro silva disse...

Jõao dias:

Ele é mais parcial que incompetente, mas é as duas coisas.
Por isso é que está no sitio onde está.

Quanto às acusações do carilho são todas ou quase todas verdadeiras.
Ele foi de fecto, armadilhado , mastigado, boicotado, tudo parecendo exteriormente não o estar a ser.
O problema é que carrilho não é algo narcisista; é muito narcisista e vaidoso e achou que isso não só não se notava, como seriam vantagens.
E politicamente pôs-se a jeito para levar a cacetada que levou.
Agora , apesar de ter razão nas acusações que faz, também existe a tentativa dele de recuperar espaço político perdido e devolver o troco.

Mas tudo isto é um jogo de sombras e de brincadeiras.
Repara:devem ter existido zunzuns de que carrilho iria fazer estrondo com o livro.
Pois uns dias antes a mulher dele - funcionária da sic - foi cahamada para apresentar os globos de ouro da sic, tendo sido corrido o herman josé que já os apresentava há uns 3 ou 4 anos, e a promoção dela na sic era não só enorme em tempo como em investimento.
Quase que parecia que a estavam a promover a ela primeiro e só aos globos de ouro depois.
É por acaso?
E é por acaso,que carrilho surge agora com este estrondo?

João Dias disse...

Anonymous:
Estou de acordo, mas como é visível pelos comentários que se seguem é difícil manter o debate focado nesse aspecto quando o protagonista/delator é Carrilho.


Pedro Morgado:
Não discordas tanto quanto pensas, mas discordamos bastante, vá lá um bocadão...
Para já devo dizer que para mim Carrilho quis se servir dos media e os media é que se serviram dele.

"foi isso que ele tentou fazer"
Tentou mas saíram-lhe as contas ao contrário e será meu (nosso) interesse tirar consequências maiores destes acontecimentos, e consequências maiores é discutir o estado lamentável da comunicação social.

" E esteve ao lado de um tipo que diz que se vende um PR como se vendem sabonetes... Está tudo dito."

Estás a ver o poder da comunicação social? Essas palavras foram descontextualizadas, ele terá dito isso no sentido de alertar e até de forma crítica e acabou por ser interpretado como sendo uma manifestação de prepotência. Digo-te mais, os que verdadeiramente fazem isso, fazem em silêncio...como compreenderás.

"Já quanto ao Paulo Pedroso só posso perguntar:
Afinal as crinaças foram ou não violadas/usadas?
Afinal ligaram ou não ao Procurador para não prenderem o senhor?
Afinal pressionaram ou não o PR?

Afinal há justiça neste país???"

Com certeza que foram violadas crianças, a questão é, será que Paulo Pedroso foi uma das pessoas que violou?
Os contornos políticos e estratégicos da altura levam-me a dizer que não, mas também não faço justiça por convicções e mantenho espírito aberto quanto aos veredictos.
Sabes o que me incomoda verdadeiramente na justiça?
É que o P. Pedroso foi preso sem provas concretas, baseado em simples relatos de testemunhas.
É que após o início do caso apito dourado o governo de Durão Barroso tenha feito uma "limpeza geral" no pessoal que de facto estava empenhado em fazer algo em relação à corrupção.

Pedro Silva:
Fico deliciado com as tuas teorias da conspiração que pecam por ser muito realistas.
Eu acho que Carrilho queria usar e foi usado e também me parece que este tipo está a querer reconquistar o espaço político dele, não o censuro por isso, apenas não me identifico com ele politicamente com o agravante de ter essa personalidade narcisista, no entanto eu ´"rejeito" políticos pelo seu pensamento político e não pela sua personalidade. Um sacana, vaidoso, arrogante teria o meu voto se preconizasse as mesmas políticas que eu.
Também me parece que há uma guerra aqui entre uma família e uma estação televisiva, aliás como o próprio Carrilho disse apressaram-se a diagnosticar o livro sem sequer o ler, acho que isso diz bastante da categoria dos protagonistas e dos precedentes que isto tem.

pedro silva disse...

jõao dias:
a questão não é serem muito realistas ou não. A questão é que, no concreto,o carrilho é um mau político e enganou muita gente no PS com manobras de fumo para criaruma aura de sersupremo.
E o narcisismo dele,e a arrogância dele não devem ser dissociadas precisamente do facto de ele ser um mau político.
Umas vão a par com as outras.

Tu achas que ele queri ausar a comunicação social;é verdade. A questão é que ele achava que estava imune e que aquilo não o tentava triturar e aquilo triturou-o, mas apenas porque ele deu o flanco para que isso acontecesse.

Dizes-me tu ainda que rejeitaspoliticos pelo pensamento político ,não pela sua personalidade;teoricamenet sim,na prática às vezes eu não.
N caso de carrilho não.
Por uma simples razão:carrilho é um bluff e não tem pensamento político relevante nenhum.
Embora exteriormente não pareça isso.
Em carrilho tudo parece muito verdadeiro,mas é falso.
Embora,como salientei no comentário anterior ele tem razão nas queixas aque apresenta e nas reclamações que faz.
E desculpa lá mas um sacana ,vaidoso e arrogante que preconizasse as mesmas políticas que tu ,não existe.

Eu não penso que exista um guerra declarada entre uma familia e uma estação televisiva ,mas sim entre pessoas do ps(ou que passam por ser do ps) dentro da estação televisiav,os interesses comerciais dessa mesma estação televisiva e carrilho a querer retomar espaçopolítico.

Ele está a replicar o mesmo numerode circo,embora a outra escala e com outros personagens, que já tinha feito anteriormente em 1999 quando criticou guterres enquanto primeiro ministro.
Para voltar a obter notoriedade política.
Vamsoa ver se consegue..

João Dias disse...

Pedro Silva:
Desculpa mas a aquestão tb passa por serem realistas, caso viesses com teorias de gambozinos eu "não te passava cartão".
De Carrilho ficaram más recordações no seio do PS porque ficou claro que o seu mediático criticismo era mais uma forma de auto-promoção do que substancial.
Bem já que estamos a falar de personalidades e como isso é ou não dissociável do seu pensamento político, falo-te num caso concreto. O Louçã é visto por muitos como moralista, ora está aqui um defeito que me custa a tolerar, mas como aprecio muitos dos seus ideiais eu faço tábua rasa desse vício de personalidade (que apesar de tudo tb é dúbio).
É claro que será natural a personalidade afectar o pensamento político, mas as boas maneiras de verniz (prontas a estalar) da direita não me encandeia quanto à podridão do seu projecto político.

O Carrilho promove-se à custa de um certo elitismo intelectual, apesar de em termos de intelectualidade não ser nada por aí além, mas lá está faz lembrar o menino que tocava piano e falava francês, muito bonitinho mas formatado e pouco capaz de sair da sua área de confiança (cultura).

Pessoalmente te digo que desejo a morte política de Carrilho, agora gostava de aproveitar este seu circo mediático para falar de coisas sérias...

Jottadias disse...

De facto, concordo com o meu irmão. Aquilo que para mim importava realçar e que gostava de ver era a discussão sobre o estado da comunicação social e o seu poder político (ou politicante). Acho que todos concordamos que em muitos aspectos os media são o primeiro poder (e não o quarto), sobretudo no que toca à mobilização afectiva das massas. E que saibamos ainda são essas que votam... mas não são as que mais ordenam. Parece um paradoxo, mas é verdade, se considerarmos que a deturpação de contextos e notícias informa "mal" as pessoas, sabemos que não lhes dá muita margem de manobra...
Não gosto de Carrilho (mas acho que isso pouco importa), mas se é ele que tem os "cojones" (mais a vaidade) de vir afrontar (os tão raramente contestados) media, então que seja! Não estou com ele, estou com a causa.
Estou farta destes sacanas que nos tomam por estúpidos e querem decidir por nós!

pedro silva disse...

joao dias:

Pedro Silva:
"""Desculpa mas a aquestão tb passa por serem realistas, caso viesses com teorias de gambozinos eu "não te passava cartão".
De Carrilho ficaram más recordações no seio do PS porque ficou claro que o seu mediático criticismo era mais uma forma de auto-promoção do que substancial."""

Exactamente. Mas no caso prsente não estva muito directamente em causa o ser "realista" de carrillho ou não. Embora genericamente eu concorde:temos qu eter politicos(entre muitas outras coisas) realistas.

O que s epercebeu,era que o mediático criticismo dele - antes em 1999 e agora era só fumo ,e não tinha substancia.
A expressão tua "bonitinho mas formatado" é certeira.

O louça não comparo,+arece-me completamenet diferente de carrilho e muito melhor preparado politicamnete que carrilho.

quanto á discussão sobre comunicação social,é escusada.
Está monopolizada, cheia de pequenos grupos de interesses anti democráticos, que atacam pessos e condicionam politicos,especialemnte alguns.
solução: reduzir o numero de empresas/canais de comunicação social nas ma~so de uma só dono.
Não permitir a acumulação,por exemplo,de mais que uma rádio nas ma~so de uma grupod e comunicação, retirar os alvarás à sic e a tvi, e propro outro concurso publico com novas identidades.
Penso que para começar chegava...

pedro silva disse...

a jotta dias é a tua irmã?

João Dias disse...

É é, eu avisei-a para se registar como Blogger, mas ela é preguiçosa...lá está é uma reles funcionária pública.
:-)

pedro silva disse...

J.dias

Ok...

Joana Dias disse...

Já faltava o insulto, João Pedro! Vai trabalhar e vê se cresces!

Roteia disse...

Se o João Dias me permite dirijo-me a Pedro Silva:
Carrilho foi Ministro da Cultura durante 5 anos (de 1995 a 2000). Foi verdadeiramente o criador de um Ministério numa área que durante os anos do cavaquismo teve apenas direito a Secretaria de Estado. Pela primeira vez na nossa história democrática alguém foi capaz de ter estratégias culturais coerentes para o país e de as executar. Carrilho foi um dos raros governantes de qualidade do país e por isso um bom politico.
Quanto às suas características pessoais, o que temos nós a ver com isso?

João Dias disse...

Roteia:
Nesta casa é "falta de educação" pedir licença, ou seja simplesmente dizes o que tens a dizer e mais nada...
:-)

pedro silva disse...

Caro roteia:
eu também acho que carrilho foi um bom(razoável) ministro da cultura.
Mas teve dinheiro para isso.
A rodos.

Assim eu, o joão pedro dias,a jotta dias ,o roteia ou o sr araujo que dirige o quiosque onde eu compro jornais,apesar de não distinguir cultura de um trombone; todos nós seriamos bons ministros da cultura.

O que se passou foi outra coisa,ms democra muito a explicar....
De qualquer forma ,desculpas minhas porque ainda não tinha visto o comentário "roteia",logo ainda não tinha respondido...

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