terça-feira, outubro 10, 2006

A favor da despenalização do aborto

12 comentários:

Macambúzia Jubilosa disse...

E a liberdade de escolha diz-me que eu devo usurpar esta imagem e coloca-la no meu blog.

João Dias disse...

Claro, é mesmo essa a intenção.

max disse...

assim é que é. começar a espalhar a mensagem!!

Nuno Guronsan disse...

Não usurparei a imagem (por enquanto) mas também irei seguir esta escolha em caso de referendo.

Golfinho disse...

joão, vinha no carro e a pensar neste assunto. Temo-nos de juntar, todos que defendem o aumento para às 10 semanas da IVG, e porque não introduzir uma cláusula de exclusão da ilicitude por motivos económicos, aqui na blogosfera.

João Dias disse...

"introduzir uma cláusula de exclusão da ilicitude por motivos económicos..."

Ui meu caro, isso é para países com clareza fiscal, no fim de contas acabariam as engenheiras, médicas, arquitectas e mais umas profissões liberais a ficar com o exclusivo, é que declaram tão pouco ao fisco.
:-)

Mas percebo e corroboro a tua ideia, embora preferisse a aplicação das medidas que dispensassem esse regime exclusivo.

Golfinho disse...

Os da direita blogosférica já se começaram a juntar para fazer propaganda pelo Não... Em minha opinião deviamos fazer-lhes frente como um todo

Rui Maio disse...

Contem comigo!
PS - e para calar esses parvos da direita dá-se-lhes com o exemplo da Simone Veil no cocuruto e acabou-se a conversa!

rui-son disse...

Junto-me a ti (vós) na campanha pelo "sim". Já chegou uma vez, não podemos voltar a passar por outro não.

Golfinho disse...

Já comecei. Preparem-se para o que aí vem. Obrigado, João.

Anónimo disse...

Estamos num mundo que não dá valor à vida e banaliza o valor da maternidade. Existem expressões que revelam a nossa imaturidade e irresponsabilidade. “É um drama ver mulheres com uma gravidez indesejada”. “Criar um filho dá muito trabalho e custa muito”. “Dar a luz, para o abandonar nas ruas e passarem fome”. “Tenho a liberdade para decidir o meu corpo”…. Tantas expressões que me causam arrepios.

Faço umas perguntas a quem é a favor do sim: existem meios de evitar a gravidez? Sim ou não? Ou estamos na idade da pedra? Não sabemos nos prevenir, ou temos a cabeça nos órgãos genitais? Temos amor à vida? Não pensamos e depois não queremos assumir os actos de nossa irresponsabilidade. É mais fácil tirar uma vida do que a gerar e criar. O sim é um atestado da nossa irresponsabilidade e imaturidade.

Eu não condeno quem fez ou faz o aborto. Só quero ajudar a entender que a melhor solução para o problema não é o aborto. Temos que assumir os nossos actos e ter responsabilidade. Não sejamos irresponsáveis ao ponto de criar um drama para o pai, a mãe e para o ser vivo em gestação. O votar “Não” é dizer que somos homens e mulheres com maturidade e queremos assumir os nossos actos com responsabilidade e coragem. E somos contra a morte de vidas inocentes, e afirmamos que a vida é inviolável.



José

João Dias disse...

José:
Subscrevo parte do que diz, aqui não se trata de uma apologia do aborto, trata-se de saber se alguém que aborta até às 10 semanas deve ser penalizada.
Respondendo às perguntas:
Existem meios de evitar gravidez, com certeza, mas falíveis. Não estamos na idade perdra, nem esse facto é relevante para a discussão em causa. Sabemos prevenir, sim e não, há quem saiba e há quem não saiba. Temos com certeza, mas a vida é um conceito híbrido de biológico e filosófico e desconfio que o meu caro não vai deixar de se alimentar de cadáveres de animais por prezar assim tanto a vida. Além disso os vegetais são uma forma de vida, penso que é claro que o conceito de vida é bem mais complexo do que possa parecer.
O sim não é nenhum atestado, o sim é apenas permitir melhores condições, estou certo que o seu respeito pela vida engloba o respeito pela liberdade individual, logo e em respeito dessa mesma liberdade não podemos explorar a itimidade das pessoas ao ponto de grantir que elas não façam abortos ilegais. Ora afastado esse cenário de policiamento totalitário resta-nos, dentor do respeito pela liberdade, preservar pelo menos a saúde da mãe, e em simultâneo criar as condições para que o recurso ao aborto seja minímo.

"...a vida é inviolável."
A vida é violável até porque somos mortais, mas repare que defende a vida de um ser ainda por formar em detrimento da saúde e dignidade de uma mulher (ser formado e com sentimentos...)