quinta-feira, dezembro 20, 2007

RAP esgota auditório da Reitoria da UA

Tal como tinha sido prometido, a equipa do Coexistência foi ver RAP. A crónica não é minha mas descreve com bastante fidelidade o que aconteceu esta tarde. No entanto, fui acrescentando uns apartes pelo meio. Assim, o texto a verde é da jornalista e o texto a branco é meu.

O auditório d'"A biblioteca (mentira que era o da livraria) dos Serviços de Acção Social da Universidade de Aveiro estava ao rubro. Centenas de estudantes já tinham o lugar marcado há algum tempo para garantir que veriam de perto, e com toda a clareza, Ricardo Araújo Pereira, o «gato» mais aguardado.
O público não parava de chegar (nós fomos dos últimos) e a direcção dos Serviços Académicos, surpreendida com tamanha adesão, foi obrigada a transferir o evento para o grande auditório da Reitoria que, ainda assim, se revelou exíguo. A corrida aos lugares da frente não se fez esperar (como fomos dos últimos a chegar ao auditório da livraria, fomos dos primeiros a chegar ao auditório da Reitoria :D) e, em menos de 10 minutos, a sala encontrava-se totalmente repleta, com pessoas sentadas no chão e encostadas à parede.
A entrada de Ricardo Araújo Pereira na sala esteve perto de ser apoteótica (apesar de ter chegado com 40 minutos de atraso). Aguardado por mais de mil pessoas, foi também brindado (brindado diz ela! o desgraçado teve que os ouvir a cantar uma serenata!) com uma actuação da Magna Tuna Cartola, que o homenageado agradeceu, batendo palmas «a esta comitiva de “batmans”».
O mote da vinda de Ricardo Araújo Pereira a Aveiro consistiu na apresentação do recém-editado livro «Boca do Inferno», que resulta da compilação das suas melhores crónicas, publicadas nos últimos anos na revista Visão. Em tom irónico, o autor explicou que a selecção das melhores «inicialmente, resultou em uma página e meia».
Seguiu-se a chamada de atenção para algumas das ilustrações, ressalvando, contudo, «não passarem de bonecada». Sobre algumas páginas coloridas que integram o volume, justifica, dizendo que «fica muito lindo». Termina a exposição, com a projecção da fotografia da contracapa (a mesma que está uns posts abaixo), que completa com «Camisola: 19.90 euros. Calças: 24.50 euros».
A plateia rendia-se a cada piada. Ouvia-se «o que tu queres sei eu!» e «conta ‘a minha vida dava um filme indiano’». Mais a sério, uma espectadora, tomando da palavra, inquiriu o humorista sobre a classificação do Benfica no Campeonato e a diferença de dez pontos que o separa do F.C. Porto. O «Gato Fedorento» desvalorizou a provocação: «10 pontos não é nada, é para maricas», e afirmou, peremptório: «Eu acredito sempre na vitória no Benfica, mesmo que esta seja matematicamente impossível. Não admito que a Matemática decida!».

Cláudia Carneiro do Diário de Aveiro
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E foi mais ou menos assim que RAP passou por Aveiro deixando um "gostinho de quero mais"!

P.S. - Deixo por enquanto apenas as fotografias que tirámos. Os vídeos que fiz acrescento-os amanhã!

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