quinta-feira, abril 16, 2009

O que tem de bom uma declaração de princípio

28 de Fevereiro de 2009 - António Costa classifica BE como "um partido oportunista que parasita a desgraça alheia e incapaz de assumir responsabilidades" - no XVI Congresso do PS, em Espinho.

16 de Abril de 2009 - BE, PS, PCP e Verdes, e uma deputada não-inscrita votam favoravelmente e aprovam um projecto de lei do Bloco de Esquerda que determina o fim do sigilo bancário.

Poder-se-ia principiar esta "posta" com uma acusação de incoerência ao PS, mas isso já não é novidade para ninguém.
Poder-se-ia dizer que, hoje, António Costa deve ter "engolido um sapo" mas, tendo em conta a flexibilidade da sua "espinha dorsal", nem sequer deve ter parado um segundo para reflectir.
Poder-se-ia dizer que a proposta do BE pouco vem acrescentar ao que já existe ou que tem poucos efeitos práticos.
Poder-se-ia dizer tudo isto e muito mais, porém uma coisa não se pode dizer: que Portugal continuará a compactuar com uma das muitas formas de fraude existentes.
Obviamente que muitas outras continuam a existir (paraísos fiscais e judiciais, à mistura com hedge funds, especulação and so on and so on) mas depois da aprovação desta proposta algo mudou na forma de fazer política.
Uma forma mais coerente, mais límpida, menos corrupta, mais "às esquerdas"!

Será apenas uma declaração de princípio? mas, felizmente, já temos tradição na adopção deste tipo de medidas.

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