A democracia participativa está definhada, já nem temos de questionar a fraca percepção dos portugueses em relação aos meandros da política, simplesmente estes desistiram...e quem desiste perde. Entretanto, deixamos a vida pública entregue à pequenada...que é danada para a brincadeira.
quarta-feira, julho 25, 2007
Políticos pequenos, democracia minúscula
A democracia participativa está definhada, já nem temos de questionar a fraca percepção dos portugueses em relação aos meandros da política, simplesmente estes desistiram...e quem desiste perde. Entretanto, deixamos a vida pública entregue à pequenada...que é danada para a brincadeira.
quarta-feira, julho 18, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
Perguntas pertinentes (devidamente ilustradas)
quarta-feira, julho 11, 2007
A nova moda de excelência..quotas
Não será grande novidade se eu disser que quando se fala de dinheiro fica tudo estúpido, sim de dinheiro, porque em lado algum será razoável que num processo de avaliação o acesso às melhores qualificações esteja à partida limitada. Se eu dissesse que nas universidades as notas superiores a 17 estivessem à partida vedadas a 75% dos alunos toda a gente achava ridículo, não é sério num processo de avaliação "ter vagas" para notas, por uma razão simples, isso inquina o processo avaliativo em si. Caso exista mais de 25% de indivíduos com essa classificação, o avaliador vai ter de inquinar o processo de avaliação para poder satisfazer o critério mor de vedar esse acesso aos demais.
Mas as quotas na avaliação pública não são mais que uma fantochada do governo para poupar dinheiro em ordenados de funcionários públicos, a este processo desonesto de contenção orçamental o governo teima em apelidar de reforma. Para já se o governo gosta tanto de excelência e preza tanto as avaliações não sei porque ignora a própria avaliação que muitos portugueses parecem fazer deste governo. Assobios no estádio da Luz não deve ser um "muito bom"...
Mas indo ao que interessa, o que aqui verdadeiramente está em causa é um jogo político que agrada a uma classe em particular, chama-se neoliberalismo e basicamente caracteriza-se por querer gente altamente formada e não corresponder com a sua parte, ou seja salários condizentes com essa condição. Quando o governo fala de novas oportunidades está a entrar num processo de autismo atroz, está a negligenciar que os agentes empregadores assim como o próprio governo, enquanto agente empregador, não estão sequer a dar resposta às pessoas que já investiram na sua formação. E são precisamente os individuos de formação superior os primeiros a reconhecer essa situação. Por exemplo, há minutos, ouvi no programa opinião pública da Sic Notícias uma funcionária pública de 31 anos que após a sua incursão na função pública tirou uma licenciatura e no entanto 3 anos após ter concluido essa mesma licenciatura aufere um salário de 625 €. Por outro lado ouvi também um metalúrgico de Aveiro dizer que os funcionários públicos só fazem greves e que por sua vez no privado quando o patrão não faz aumentos é porque não pode (coitadito). E nestes dois exemplos está um retrato perfeito de Portugal, um funcionário sem formação superior a dizer que outros funcionários com formação superior são uns privilegiados, apesar de alguns deles ganharem o mesmo ou menos que este. Ou seja temos um sector como a função pública atenta e consciente dos seus direitos a ser denegrida em público, enquanto se pretende um modelo privado de pessoas com baixa formação mas que digam sim ao patrão porque nem sequer percebem muito bem o que se passa. Esta é a grande vitória deste governo, depois de ter denegrido a imagem da função pública, conseguir que outros desprivilegiados movidos por sentimentos primários de mesquinhez se mobilizem no sentido de diminuir o poder de compra dos funcionários públicos. Enquanto isso os mecanismos que agudizam as assimetrias sociais ganham força e, por estúpido que pareça, têm também o apoio dos que estão na simetria oposta da riqueza. Enfim, se calhar os "fracos" vieram mesmo ao mundo para ser esmagados, ironicamente, em democracia, por eles mesmos.
segunda-feira, julho 09, 2007
Os melhores 5 livros dos 2 que já li
LUZ - Pergunte. O céu responde Mensagens de Jesus (Alexandra Solnado)
Eu, Carolina
Momentos (Cristiano Ronaldo)
Robótica Industrial
Aparição (espera aí...mas este é mesmo um livro)
Decidi não passar a "batata quente" a ninguém, porque depois desta minha colectânea de qualidade superior fica difícil de superar, em termos de literatura erudita, as minhas escolhas.
segunda-feira, julho 02, 2007
Postura pró-activa!
O seu nome é Catherine Tate e a personagem chama-se Helen Marsh. Gosta de agradar e julga-se capaz de tudo. Para ver aos domingos à noite na RTP2, na rubrica Britcom, que estreou ontem um episódio de Extras, a "nova" série de Ricky Gervais.
sexta-feira, junho 22, 2007
Sobre a contrução de um novo aeroporto

O governo é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é desinteresse
O interesse que deveras sente.
E os que vêem o que faz,
No desinteresse visto sentem bem,
Não os dois que ele teve,
Mas só o que ele não tem.
E assim pr'ós lados da Ota
Gira, a entreter a razão,
Esse aeroporto de corda
Que se chama encenação.
quarta-feira, junho 13, 2007
Mais uma vitória do Governo
P.S. De seguida espera-se um relatório científico em que o governo prova que a mulher ia morrer aos 490 metros e que logo o governo nada podia fazer...ou sejá está tudo bem.
É somente fruta..
quarta-feira, junho 06, 2007
Eu até mudava 100...
Outro dos factos apresentados é tão somente este: na Dinamarca um trabalhador que seja posto fora do seu emprego "leva, em média, 10 a 14 dias" a encontrar uma alternativa, garante o "pai" da flexigurança. Já no nosso país, o mesmo processo leva mais de um ano.
Qual a conclusão que retiro disto tudo?
Eu até nem me importava de mudar 100 vezes de emprego DESDE QUE TIVESSE UM (que não fosse precário) ou soubesse que mesmo em caso de despedimento, ao fim de duas semanas estava outra vez a trabalhar. Agora com a situação que se vive em Portugal as coisas são bastante diferentes...
Para finalizar Rasmussen afirma ainda que "não se pode competir com salários baixos, mas sim com altas qualificações". De facto, este parece ser o caminho menos mau, mas mais uma vez, em Portugal, 8,6% dos desempregados tem formação superior... nada de alarmante visto que estes 8,6% são apenas 40 411 pessoas.
P.S. - Oh João! estamos perante mais uma minoria!
Rigor informativo
Na Sic Notícias relatava-se o caso de um indíviduo que saira de um coma de 19 anos. A entrevista salientou o facto de este ter entrado em coma durante o período dominado pelo regime comunista e ter acordado num regime democrático, acontece que o indivíduo é polaco e a democracia é esta (via Devaneios Desintéricos).
Desde que a turma não falte toda
Era uma vez um indivíduo a quem faltava 40% do cérebro, mas ele pensou "nhe nhe nhe", ou seja achou que estava tudo bem desde que não faltasse o cerébro todo.
Era uma vez um governo que fez questão de alertar para o facto de não haver greve geral...
Portanto desde que não haja descalabro está tudo bem, o todo não é importante desde que estejamos satisfeitos com a parte, pode faltar uma sapatilha, 15 alunos, 40% do cérebro ou 1,4 milhões de trabalhadores (segundo A CGTP). O governo mobilizou-se de forma árdua para que toda a gente soubesse que não se tratava de uma greve geral, isto é claramente um duro golpe nos críticos do governo visto que de facto este tem uma excelente capacidade de mobilização e actuação. De facto se virmos bem toda a política socialista é bastante coerente, repare-se que também os 20% por cento de pobres portugueses também não são motivo de preocupação.
Isto remete-nos para o papel da democracia, afinal a democracia tem vencedores e vencidos, o que fica para os vencidos? A que ponto são relevantes as minorias? Será que todas as minorias são iguais perante a democracia? Desprezáveis?
Se repararmos existe um discurso bastante perverso na política e que reflecte os grandes problemas das sociedades ocidentais, bastou o governo introduzir no léxico noticioso as singelas palavras "não houve greve geral" e o país subitamente ficou mais feliz. O governo não precisou de dizer desprezem a minoria que está descontente com a sua situação laboral, apenas precisou de lembrar ao público que se trata de uma minoria, "nós já sabemos" que uma minoria é desprezável. No fundo é isto mesmo, é dar ao público algo fácil de identificar, é geral ou não é geral?...não é...então despreze-se. A própria política é assim, se há maioria no parlamento a democracia começa a parecer uma formalidade aborrecida.
É essencial garantir o mínimo que satisfaça maioria, é preciso tratar bem as minorias que jogam com as maiorias e garantir também que a maioria não se condoa com as minorias. É o mínimo consenso possível que permite perpetuar a injustiça, a democracia é jogada de forma cínica, científica, no sentido de garantir uma classe média satisfeita e manter os atropelos na clandestinidade.
Convém relembrar que a democracia surge em oposição a regimes autoritários no sentido de alargar o bem estar e os direitos individuais, tendo isto em conta não me parece suficiente democrático ter uma maioria satisfeita negligenciado as minorias insatisfeitas.
sábado, maio 12, 2007
Causa vossa
Estes posts sugerem-me alguns cometários:
Disparates
Ora resumindo a pluralidade para Vital Moreira é um disparate, essa coisa da representatividade parlamentar que traduz nada mais nada menos que a vontade democrática é um absurdo. Ou seja a transmissão de propaganda governamental não preocupa Vital Moreira, ele está preocupado com o loteamento partidário do espaço noticioso. Isto é nos brindado com mais um daquele tipo de posts muito bons em que quem escreve diz que não será propriamente necessário, que pode até ser perigoso e quem sabe o alinhamento cósmico não esteja muito favorável a essa medida.
Mias uma "medida neoliberal de direita"
Aqui VM mostra como é capaz da mais fina ironia, repare-se bem que ele enuncia uma medida de esquerda intitulando-a de medida neoliberal de direita. É neste jogo fino de ideologias que VM dá uma valente vergastada em quem acha que Socrátes é direita. À semelhança de quem pensa que Blair, por apoiar uma invasão unilateral à revelia do Conselho de Segurança da ONU, por ser responsável por centenas de milhares de mortos iraquianos, por criar um Estado polícia de invasão de privacidade é de direita...e principalmente um populista e mau político. Quem assim pensa é estúpido e assim será vítima da mais fina ironia de VM.
Lição de democracia
Neste post talvez VM se descaía, ou seja confunde democracia com formalidades democráticas o que explicaria muitas das barbaridades por si proferidas. Um Estado responsável por inúmeras atrocidades e pela pobreza vivida na Palestina "dá um exemplo de democracia" ao receber um relatório que enumera as falhas de dirigentes e governantes na Guerra contra o Líbano. Apesar de terem destruído um país que se tinha reconstruído, estes são verdadeiros democratas por aceitarem levar um raspanete, apesar de até poderem continuar a portar-se mal. Ou seja valorizamos o lado formal da democracia (o relatório/raspanete) fazendo assim uma negligência astuta da verdadeira democracia (não ter atacado o Líbano).
Sim... este é o trabalho deles!
Este é um desses programas e a equipa aproveitou para regressar à adolescência ao testar dois mitos que envolvem ventosidades intestinais.
sexta-feira, abril 27, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
"Mes amis racistes"
As eleições presidenciais em França são discutidas em Portugal como se tratasse de uma procura de mercados...quem vai ganhar o mercado da xenofobia? Não sei, mas sei que o mercado é a xenofobia e isso parece nem ser algo que mereça nenhum relevo informativo. Quem mandar mais magrebinos, "monhés" para a terra deles, esse é o político do futuro, um grunho engravatado que diz as barbaridades da tasca numa doce melodia.
quinta-feira, abril 19, 2007
A ver se é desta!
Agora, se é para daqui uns dias ou mesmo semanas andarem outra vez cá fora, mais valia terem-nos deixado ficar onde estavam.
Não percam o próximo episódio porque nós também não!
sexta-feira, abril 13, 2007
A Doninha
Era assim que se podiam definir os Da Weasel e é assim que eles continuam hoje em dia. O novo álbum Amor, Escárnio e Maldizer vem confirmar isso mesmo. Muitos dirão que se afastaram do movimento underground que os caracterizou nos anos iniciais, mas, do meu ponto de vista, isso deveu-se a uma evolução muitíssimo positiva em termos musicais. Mesmo assim, a fusão continua presente nas canções do novo álbum. Ora com a Czech National Symphonic Orchestra, ora com Bernardo Sassetti ou mesmo com os Gato Fedorento.
Neste álbum encontram-se canções vindas dos mais variados quadrantes: o single "Dialectos da Ternura" é a canção mais "orelhuda" mas dificilmente é a melhor; as letras continuam a fazer-nos pensar e até o José Luís Peixoto escreveu uma (muito bem conseguida); e os interlúdios estabelecem uns momentos de pausa entre as várias faixas!
Mais haveria para dizer (longe de mim querer fazer uma análise exaustiva) mas deixo aqui apenas as minhas primeiras impressões...
Quem quiser saber mais pode sempre visitar o site oficial da banda onde se pode encontrar a letra das canções e ouvi-las todas na íntegra!
P.S. - Fico a aguardar os espectáculos ao vivo!
segunda-feira, março 26, 2007
Abstenção democrata - o caminho para a ditadura democrática
Voltando ao contexto do concurso, convém salientar que todos os outros candidatos, quase sem excepção, eram fraquíssimos porque todos eles ajudaram a construir Portugal, quando toda a gente sabe que Portugal nunca devia ter existido. Logicamente o prémio tinha de ir para quem mais contribuiu para que Portugal estivesse perto de não existir...nesse aspecto Salazar é claramente a escolha certa.
sábado, março 24, 2007
Hora Espanhola?

Em notícia avançada ontem pelo DN, "quatro confederações patronais escreveram ao primeiro-ministro, José Sócrates, a pedir a uniformização da hora legal em Portugal com a que está em vigor na maior parte dos países da Europa continental."
Estes senhores entendem que "a hora legal portuguesa deve coincidir com a hora dos países da Europa continental, com os quais o nosso país mantém intensas relações comerciais, nomeadamente Espanha."
Por mim, a única maneira de me convencerem a reger-me pela hora espanhola era, em primeiro lugar, implantar a SIESTA, ou seja, das 14h às 17h ninguém faz a "punta de un cuerno" e, em segundo, porem-nos a ganhar tanto como eles! Mas parece que essas condições não faziam parte da proposta!
Tenham juízo homens!
sexta-feira, março 23, 2007
Irreversível?
quinta-feira, março 22, 2007
Dom Quixote tinha moinhos...
"The first pitfall of Canadian multiculturalism is the assumption about the nature of ‘culture’ that underlies it. The Canadian model presumes that the ethnic diversity dilemma posed by migrating people is about reconciling cultural differences. Its ‘solution’ is to develop strategies that harmonise these differing ‘cultures’ and mitigate tensions between them. This conceptualisation implies that culture is a discrete entity with specific characteristics: that it is bounded, homogeneous, and static.
Bounded cultures rely on exclusionary principles: to be distinct from another, there must then be an ‘us’ and a ‘them’. Moreover, in order for there to be ‘cultural differences’, cultures must be different from each other and the same within themselves. In this way, ‘cultures’ have an ‘authentic’ core. And with the claim of authenticity comes the question of legitimacy: who is the legitimate representative of ‘the culture’?
(...)
The second pitfall of Canada’s approach to multiculturalism is that culture in Canada is treated as something that ‘other’ people have – namely non-white, non-English-speaking, numerically in the minority people. In the national discourse, it is French Canadians and Aboriginal people (including First Nations, Inuit and Metis) and non-white immigrants that have culture. It is their customs and language and foods and clothing – their ‘ways’ – that illustrate ‘culture’. White English Canadians are presented as the neutral backdrop against which ‘other’ people are different. Multiculturalism, then, is something that is needed for the racially different Other.
(...)
Similarly, a number of cases have been documented where ethnic minority men have been able to effectively use ‘culture’ as a defence when charged with assaulting their wives. Arguing that their abuse is ‘culturally appropriate behaviour’, men in these cases have been able to secure more lenient sentences in court. In one case, judicial comments claimed that an abusive relationship was sanctioned by the ‘South Vietnamese cultural backgrounds’ of the man and woman involved.
It is precisely because Canada has such a firm relationship with the idea that ‘multiculturalism is good’ that ‘culture difference’ is accorded so much deference. In the effort to be inclusive and respectful of differences within the context of past colonialism, present cultural imperialism, and ongoing racism, officials of the state sometimes err on the side of cultural relativism rather than universal human rights. It is here, in the space between relativism and universalism, that the threat to women’s rights sits."
A primeira falha apontada é a de que a concepção conciliadora da abordagem multiculturalista tem por base um conceito restrito e limitado de cultura, como sendo estanque e intemporal. Isto é uma falácia, basta perceber que para analisarmos uma realidade não podemos abordar todas as suas especificidades, isto já acontece nas nossas leis e constituições, legislar, regulamentar é uma generalização que tem inerente um carácter abrangente e passível de interpretação. Além demais, o que caracteriza uma cultura são as suas especificidades, logo ao apontar essa abordagem como defeito está-se a ignorar por completo aquilo que nos leva a identificar culturas.
A segunda falha será que o conceito de multiculturalismo, na abordagem Canadian, é um conceito racista, no sentido em que defende o multiculturalismo como algo necessário para outras pessoas de diferentes raças e credos, apresentando a população Canadiana Inglesa como neutra e implicitamente superior por isso mesmo. O que é anunciado aqui é uma perversão do multiculturalismo, como se fossem pessoas exteriores a determinar as culturas dos outros e não os próprios a determinar a sua cultura, mais uma vez esta é a patranha número dois, porque mistura claramente conceitos diferentes, o racismo com o multiculturalismo. Está bem patente nos pressupostos do multiculturalismo que não será reconhecida a superioridade de nenhuma cultura, este procura a conciliação de conflitos não os inventa, logo aquilo que está em causa é uma concepção racista bem distinta do conceito multiculturalista. Os problemas existem, eles têm é nomes diferentes, se o racismo se esconde por detrás de uma aparência multiculturalista não vamos culpar o multilculturalismo, não é justo...não é sério.
Mais uma vez surge o relativismo também como papão, como se tudo ficasse estúpido perante esta singela palavra. O relativismo cultural não nega valores universais como o direito à integridade física, este percebe que as culturas se afirmam pelas diferenças e que ser diferente não significa ser inferior ou superior, significa somente ser diferente. Percebemos que em certas culturas se usem trajes diferentes, se comam alimentos diferentes, se viva de maneira diferente...e aceitamos, nada disso significa tolerar a barbárie, o desrespeito pelos direitos humanos. Estamos perante um discurso radical, na medida em que não é capaz de contextualizar e balisar os termos, defender um relativismo cultural não implica negar direitos universais. Assistimos à proliferação de discursos mais ou menos eruditos, mas sempre muitos fanáticos e verticais, incapazes de perceber toda a complexidade de realidades alheias. O multiculturalismo é muito exigente, porque obriga-nos a perceber a diferença sem nunca abdicar de valores universais, infelizmente nem toda a gente pretende fazer o percurso mais difícil, prefirimos sempre o mais rápido e fácil que peca por espezinhar a diferença, quer por querer ser tudo (exclusivamente universalista) quer por não querer ser nada (relativismo absoluto).
quarta-feira, março 21, 2007
Fugindo à questão...público vs privado
Resumindo, Balsemão predispôs-se ao papel ridículo de participar num debate em televisão pública e propôr fim da mesma, bem acompanhado à sua esquerda pelo homem que tentou fazer isso no seus tempos de ministro (Morais Sarmento).
Por outro lado Rui Teixeira da Motta, apesar de algumas críticas interessantes, disse algo com o qual não concordo minimamente sugerindo que o telespectador não quer saber se é privado ou público, quer é programas de qualidade. Um telespectador mais atento já percebeu concerteza várias diferenças que resultam das diferenças entre estes modelos de gestão, sendo que ressalta o preponderância que o telespectador tem na televisão pública face à sua fraca influência no rumo de uma estação privada. A prova de que os modelos de gestão abarcam diferenças na qualidade de programação está em que temos debates mais plurais em estações públicas, temos o canal dois que claramente é o canal mais capaz de fornecer alguma formação cultural, temos o programa mais corrosivo para a agenda política denominado Contra Informação, temos o programa Voz do Cidadão que divulga as reclamações dos telespectadores (aonde já vi pedidos por mais pluralidade nos debates políticos). Temos mais diversidade e somos "accionistas/consumidores" desta empresa, somos parte interessada e somos consumidores, o sucesso e qualidade da televisão pública passa por nós também, já a privada...
segunda-feira, março 05, 2007
É disto que o "meu" povo gosta!
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
Nem de propósito!
"A Comissão Europeia só aceitará que Portugal construa mais grandes barragens se o Governo demonstrar que não há alternativas económicas e energéticas."
Claro que se pode argumentar que Portugal é um dos países da U.E. que menos aproveitam este potencial para produção de energia, mas convém lembrar que a Comissão Europeia do Ambiente apresentou em Janeiro um pacote de medidas para reduzir a dependência energética e combater as alterações climáticas devidas à emissão de gases de estufa.
Para além disto, Portugal tinha-se comprometido a atingir uma quota de 39% de electricidade "verde" em 2010, e aumentou entretanto essa meta para 45%. Será que a construir, para além da Baixo Sabor, mais três grandes barragens atingiremos essa meta? Digo isto porque pode ler-se AQUI que a construção de uma barragem no Baixo Sabor contribuiria para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa em apenas 0.17% do total das emissões em Portugal...
Sendo assim, resta aguardar a decisão final da Comissão, já em Março, que inicialmente tinha sido de veto.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Sabor Livre
No entanto, esta incluía-se nos outros 10% e valeu a pena lê-la!
Dizia assim:
"O rio Sabor é um dos últimos grandes rios selvagens de Portugal e da Europa. Este epíteto foi-lhe atribuído devido à ausência de barragens ao longo dos mais de 120 km do seu percurso através de Trás-os-Montes, ao isolamento do seu vale e à grande diversidade de habitats naturais e espécies raras que aí ocorrem. Contudo, encontra-se pendente a decisão de construção de uma grande barragem no seu troço inferior, que submergiria cerca de 50% da extensão deste santuário natural. Para saberes mais sobre este rio, a luta contra a barragem e o que podes fazer para ajudar a impedir esta catástrofe ambiental consulta a página: www.saborlivre.org Visitem o site, e passem a mensagem a todos os vossos amigos."
Sendo assim, tal como prometi ao Luís, resolvi dar conhecimento aqui no blog deste projecto (se é que lhe posso chamar isso) e mostrar, assim, o meu apoio (que não será muito mas faço-o por uma questão de consciência) à causa!
Fica, pois, feita a publicidade (gratuita e parcial), esperando que as associações envolvidas consigam atingir os seus objectivos!
Da minha parte, só falta assinar a petição que se encontra AQUI!
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
O multicultarismo de todos
Wikipédia
http://www.angelfire.com/sk/holgonsi/multicultura.html
http://www.tecnet.pt/portugal/26891.html
Antes de mais para abordar estes temas é preciso ter algum espírito de abertura, porque o que lemos sobre várias coisas têm muitas vezes adjacente a visão de quem escreve, e quem escreve nem sempre se presta a um serviço de qualidade. Para já, daquilo que li, posso relatar alguns traços comuns, um desses traços é que o multiculturalismo surge em forte oposição ao Estado Nação enquanto Estado que se desenvolve apenas em sintonia com os desejos dos "nativos de origem". Ou seja, numa luta frívola por manter uma identidade que é já por si uma mistura de identidades, o "nativo" que apenas se revê e reconhece a sua cultura sente um forte apelo a reconhecer superioridade na sua, note-se bem que este tipo de clausura mental é extensível a indivíduos do mundo ocidental ao mundo islâmico. A questão não era problemática se efectivamente os países fossem coisas estanques, mas não o são em termos geográficos e nem em termos de informação veiculada neste mundo globalizado. Talvez ignoremos por comodidade, mas quem muitas vezes imigra fá-lo por necessidade, e não falo de imigrantes de luxo, esses sempre tiveram direito à sua cultura, porque essa é universal, é a cultura e linguagem do dinheiro. Mas como nem todos "pertencem" a essa cultura, por motivos óbvios, sentem a necessidade de ter uma sua ou nem que não sintam essa necessidade, sentem a necessidade de ser igualmente respeitados, e o respeito pelo ser humano deve ser algo sem latitude nem longitude. Portanto, se há algo que temos de exigir, de ser "universalistas" é nos direitos humanos, o multiculturalismo surge então como algo mais complexo que cultural, porque como sempre o respeito pela cultura revela algo mais do que respeito por algo instrumental, revela respeito pelas pessoas. O respeito pelas pessoas é um todo, não é um respeito exclusivo, logo o multiculturalismo surge no sentido de abarcar todas as culturas e surge principalmente pela necessidade de num mesmo país e ordem jurídica estarem previstos os direitos e deveres de indivíduos de diferentes culturas. A corrente surge em séria oposição ao racismo, isto porque certas culturas são fortemente marcadas em termos de identificação racial, assim a rejeição da cultura surge muitas vezes como rejeição da raça que manifesta essa cultura.
Ora este fenómeno recente é visível em países que sejam coabitados por indivíduos de culturas e "sensibilidades" diversas.
“O multiculturalismo é hoje um fenômeno mundial (estima-se que apenas 10 a 15% das nações no mundo sejam etnicamente homogêneas).”
A Cão Rafeiro sugere a sua teoria universalista em detrimento da teoria multiculturalista, existe um sério problema nessa concepção, é que ser apenas universalista é redutor e pouco adaptado a um mundo cheio especificidades. Ou seja devemos ser exclusivamente universalistas nos direitos humanos, no sentido de lutar para que estes se cumpram em todo o mundo, já o não devemos ser em termos de hábitos alimentares, em termos de arte... A diversidade é enriquecedora, é até desejável. A negação do multiculturalismo em conjunção com a afirmação do universalismo padece de uma condição autoritária, porque por muita boa vontade que tenhamos a diversidade existe, mesmo que na diversidade exista algo em comum. Talvez tenha sido esse o principal erro da análise da teoria universalista em detrimento da multiculturalista, são duas coisas que devem coexistir, porque pô-las em colisão aniquila as duas em simultâneo. Eu não consigo coexistir em diferentes culturas sem ter algo de comum (universal) com as outras culturas, mas também não consigo ter algo de universal sem perceber e respeitar as diferenças (multicultural).
Aliás pegando na frase que serve de exemplo a este post da Cão Rafeiro:
“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é-o à sua maneira”.
Esta frase espelha muito bem como universalismo e multiculturalismo são parte integrante do respeito pela diferença com base naquilo que nos é comum. É (quase) universal o desejo por ser feliz, mesmo se pensarmos em quem procura a dor, percebemos que existe algo dessa experiência que é enriquecedor para essa pessoa, ninguém se auto-destrói feliz...mas pode ficar feliz por o fazer (por exemplo, feliz por ser capaz de explorar os limites da dor). Esta frase ressalva que existe algo de comum entre as famílias felizes, todas se parecem na condição de ser feliz, no entanto a felicidade é alcançada de diversas maneiras. Esta frase é a negação de uma teoria meramente universalista, porque se temos algo em comum, também temos algo diferente, apenas o respeito pela diferença contemplando os laços que temos em comum permite que exista respeito mútuo.
Por outro lado Pedro Silva acha que existe demasiada permissividade no multiculturalismo e que essa permissividade irá minar o "nosso" Estado democrático, estaremos perante a ameaça de consagrar excisões e outras barbáries em democracia. Para já, segundo a minha opinião pessoal, esta é uma teoria algo catastrófica, mas principalmente com fracas possibilidade de ocorrer em Estados democráticos (aliás excisões femininas e democracia são "antíteses").
Aquilo em que discordo, é que o multiculturalismo seja permissivo em matéria deste teor, porque a sendo o respeito mutuo e a liberdade individual (não só, mas também) valores multiculturais, o pressuposto de que esta corrente consagraria tais barbáries implicaria que esta corrente não se "respeitasse" a si mesma. Outra questão de salientar, é que em termos reais não tivemos por parte de Estados democráticos nenhuma cedência desse tipo, nem essas cedências podem ser feitas em nome do multiculturalismo visto serem contraditórias em relação ao mesmo. Todas as reclamações por parte de extremistas que reivindicam da tolerância para praticar a intolerância, não foram atendidas, e por isso temos até tido manifestações positivas no sentido em que temos sociedades multiculturais que mantém a sua ordem jurídica e que respeitam em simultâneo a diversidade.
P.S.
Não deixa de ser irónico que uma das "fontes" de receio, o Islamismo, tenha ambições universalistas à semelhança de quem rejeita o multiculturalismo e afirma o universalismo.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Ser fundamentalista pela vida é ser contra Deus
Com o título do post já devo ter chamado a atenção a quem cá veio parar porque procurava as palavras coexistência ou humorítica no google.
A questão que levanto é que sinto um apelo tão pró-vida que sou contra Deus, sinto que todas as formas de vida por mais primitivas que sejam devem ter o direito à vida. Por isso e sendo que é indiscutível que foi Deus que criou o mundo e todos os seres, sinto-me também revoltado por este ter-nos sujeitado a termos de sobreviver à custa de cadáveres de outras formas de vida. Nutro também uma especial simpatia pela espécie denominado espermatozóide, e revolto-me contra Deus quando este, no seu plano de criação, determinou que tanto esperma havia de morrer e só um havia de fecundar o óvulo. E porque é que a mulher tem períodos férteis, já viram quantos óvulos morrem? Deus é um profeta da morte, sinto-me revoltado contra ele. Sou pró-vida, logo sou contra Deus.
sexta-feira, janeiro 26, 2007
A união faz a força!

Porque o que se faz de bem neste país também merece ser realçado, podemos afirmar que as acções cívicas levadas a cabo por cidadãos anónimos não caíram em saco roto. Desta vez, foi a famigerada TLEBS a levar uma machadada, (que eu espero que seja a final) uma vez que o ME resolveu suspendê-la!
Depois de vários meses de polémica, com detalhes tão "macabros" como os que o Pedro Silva revelou no Armadilha, e perante a petição que foi assinada por 8132 pessoas, os cidadãos ganharam mais uma batalha contra a máquina ministerial/governamental!
No entanto, isso não impediu a APP de pôr, ontem, no Fórum do País da RTPN, duas aves raras a defenderem o tacho que lhes foi atribuído! Apesar disso, o debate foi bastante elucidativo pois em cada intervenção que os "artistas" da APP fizeram (peço desculpa mas não me lembro dos seus nomes), acabaram por se "enterrar" ainda mais. Chegaram mesmo ao ponto de afirmar que, em Portugal, não está estabelecido para todos os alunos o que é um Sujeito e um Predicado!!! O que vale é que já quase no fim do debate até a moderadora Magda Rocha lhes deu nas orelhas...
Do lado do contra, tivemos a GRANDE Maria Alzira Seixo que fez corar de vergonha um dos representantes da APP (que, pelos vistos, estava encarregado de fazer a revisão da TLEBS) ao denunciar que a esposa do mesmo fazia parte da equipa que a elaborou! Ora, "se os professores não podem dar aulas aos familiares" (e este foi o argumento utilizado por Alzira Seixo), sejam lá eles de que grau forem, como é que se explicava que o rapaz em questão fosse o "advogado e juíz da causa da mulher"???
Enfim, muito mais haveria para dizer mas fica o essencial: o ME suspendeu a TLEBS, suspendeu-a por não ter mais maneiras de justificar o injustificável, e, em grande parte, devemos isso à petição que foi entregue hoje!!!
Não leu o livro que ensina a contra-argumentar
Mas vejamos os vídeos por ordem:
A lei não está a ser aplicada
Francisco Louçã responde a Marcelo Rebelo de Sousa
Resposta a Francisco Louçã
Para já ficamos a saber que "muito bom amigo" do Marcelo é estúpido, por outro ficamos a saber que Marcelo tem uns amigos que, tendo uma opinião diferente, têm uma argumentação muito conveniente à causa do Marcelinho. Eu desconfio sinceramente que Marcelo com tantos livros que lê não tenha tempo para ter "muito bom amigo", logo não será que ele tem uns amigos imaginários que dizem o que ele quer ouvir?? Salazar também pensou que estava no poder, mesmo quando não estava, há aqui um padrão qualquer...
De seguida brinda-nos com os seus discursos populistas, fáceis e baratos, aparentemente está preocupado com a não aplicação de uma lei mais abrangente, ou seja o rapaz que defende a despenalização e não a liberalização está preocupado que a mulher não seja punida, isto é tão básico que choca, mas é a direita que temos, e pelos vistos esta é a intelectual. A realidade é que Marcelo acha que à parte de algumas excepções previstas na lei, a mulher que livremente opte por abortar deve ser punida, simplesmente Marcelo não sabe como dizer isso de forma frontal, por isso tenta brindar-nos com aparentes incongruências do SIM, mas aonde apenas se descobre as suas. Além disso, se repararmos nas argumentações de Marcelo ele muitas vezes recorre ao "parece-me dificil que", "não me parece que", "dificilmente vai ser possível", ou seja especulação em relação ao futuro pouco consubstanciadas.
Entretanto Louçã responde, reconhecendo que houve algumas evoluções positivas por parte de Marcelo na abordagem à questão, no entanto continua a existir uma incongruência lógica que é a de defender a despenalização das mulheres em simultaneidade com a manutenção da lei vigente.
A resposta de Marcelo é talvez a demonstração cabal da incapacidade de Marcelo para ser um verdadeiro democrata e argumentar, opta então por não responder à questão.
Mas enfim, devaneios fora ficam uns argumentitos que são brincadeiras de português para parvo engolir, então Marcelo brinda-nos com esta bela parábola da Liberalização vs Despenalização de forma a cobrir a incoerência com que este nos brinda na sua argumentação. O truque está na palavra, a palavra liberalização para os mais desatentos sugere que vai haver IVGs com a criancinha quase a nascer, depois é uma palavra que foi introduzida no debate público já com uma carga negativa. Por que o que efectivamente vai acontecer é que a mulher vai ter a liberdade para até às dez semanas optar por prosseguir com a gravidez ou não, e isso meus caros é a liberalização até às dez semanas. Mas é um belo truque porque se falarmos na liberdade de escolha da mulher ainda se aceita, agora se dissermos liberalização (até às 10 semanas) o céu fica negro, e caem trovões. Portanto a questão que Marcelo joga é mesmo com a desinformação, visto que falando na liberalização até às 10 semanas pretende nada mais do que surja no debate a liberalização total (com a qual nem eu concordo). Marcelo apresenta-se assim como mais um populista de uma qualquer campanha do NÃO, apenas mais requintado e elaborado na patranha, portanto estamos perante um vigarista de estatuto médio. Porque sejamos claros, a liberalização até às 10 semanas vai acontecer, e assim o deve ser, a mulher dever ter a liberdade (daí a palavra liberalização) para poder optar no período compreendido entre as dez semanas.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Incrivelmente engraçado!

Devo confessar que sou fã da série "The Simpsons" desde que ela apareceu em Portugal (mais ou menos há quinze anos atrás)... e uma das coisas que sempre me fascinou foram as vozes dos bonecos (para além das histórias, das "bocas" que vão mandando uns aos outros e da maravilhosa disfuncionalidade daquela família!)
Quando descobri estes vídeos no Youtube, fiquei estupefacto não por causa de ver os actores de carne e osso a fazerem as vozes dos bonecos, mas porque percebi finalmente quem interpretava quem (pois até aqui sempre tinha associado as vozes a uma personagem fictícia) e que cada actor faz um número considerável de vozes!!!
Sendo assim, senti-me estranhamente divertido porque não estava habituado a ouvir/associar estas vozes a estas caras...
Como este ano (lá para Julho) estreia The Simpsons Movie, deixo, como aperitivo, os vídeos dos actores Dan Castellaneta, Harry Shearer, Julie Kavner, Hank Azaria, Nancy Cartwright e Yeardley Smith a interpretarem as vozes das personagens que os tornaram universalmente famosos!
sábado, janeiro 20, 2007
Que soem as trombetas!!!

Era desta forma que Rui Unas anunciava algo importante, no tempo em que ainda apresentava o CC... resolvi aproveitar a frase para anunciar que Carlos Abreu Amorim, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, Helena Matos, Ivan Nunes, Joana Amaral Dias, Luís M. Jorge, maradona, Miguel Vale de Almeida, Pedro Adão e Silva, Ricardo Araújo Pereira, Rui Tavares, Vasco M. Barreto e Vasco Rato inauguraram ontem um blog a favor do SIM no referendo!
Está, então, cumprido o serviço público (ou a publicidade tendenciosa, se preferirem) e espero que dia 11 não me obriguem a esperar mais 10 anos para votar outra vez a lei!
quarta-feira, janeiro 17, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Sim porque não
Obviamente podemos estar tristes porque se a campanha do NÃO dá um belo impulso à do SIM por outro diminui e estrangula, de forma significativa, as hipóteses de uma discussão séria, racional e científica.
Mas aquilo que posso dizer é que este é um tema sério demais para ter na "oposição" um amontoado de crentes que pouco mais sabe fazer do que ser mais ovelha do que o comum mortal já é.
Assim somos confrontados com argumentos económicos que apelam ao sentimento mais mesquinho do português, fetos falantes e quiçá capazes de escrever um ensaio sobre a questão existencialista, mulheres terroristas a abortar em Portugal...e uma data de coisas que só mesmo mentes retorcidas são capazes de elaborar.
Nem sequer me vou debruçar sobre a questão de fetos falantes e sobre essas "terroristas" que para aí andam, talvez o argumento mais perigoso resida mesmo no económico, isto porque o tuga em virtude de ser mesquinho acaba por ser mais pobre...a todos os níveis. Ora iremos ter um acréscimo de despesas na saúde para subsidiar os abortos, parece ser este o grande trunfo vindo de elementos que se pautam por critérios meramente espirituais e desfasados da matéria vil e conspurcadora...só aí já começa a ser interessante. Mais interessante é que :
1. O aborto clandestino é muito mais caro que o aborto legal, isto porque aqueles que o executam num regime de clandestinidade cobram elevados preços em virtude dos riscos que correm, ou pura e simplesmente porque a mulher está numa situação vulnerável e mais predisposta a exploração.
2. O aborto só sairá mais caro para aqueles que nunca o executarem, logo o argumento de este ser um mecanismo caro é claramente um apelo à não solidariedade dos portugueses, que não contribuam nas despesas de saúde num esforço colectivo.
3. Que crentes também recorrem a esta opção.
4. Que sai efectivamente mais barato enquadrar o aborto no SNS, isto porque ao o fazer estamos a diminuir drasticamente as complicações pós aborto que a mulher terá e que entrariam nas despesas do SNS, além disso existiria um quadro pedagógico em que a mulher seria aconselhada nos métodos e em mecanismos eficazes de planeamento familiar.
5. Que os movimentos do NÃO ao estarem a recorrer a este argumento estão a recorrer à mentira que parece ser algo altamente condenável na moral católica...
Mas esquecendo estes argumentos mesquinhos pensemos no porquê da despenalização até ás 10 semanas:
. A liberdade da mulher prevalece sobre a possibilidade de um feto vir a ser uma pessoa.
. A vida é um conceito híbrido de ciência e filosofia, assim dizemos que a a planta é um ser vivo mas não condenamos alguém que pise esse amontoado de células sem capacidade de processar informação ou sentir dor. O animal é um ser vivo, não prendemos os carnívoros...a vida é vida, agora o que se discute aqui é o que a vida é para nós e isso não engloba discussões que utilizem um referencial externo ao Homem (deus) como argumento.
. A aceitação deste código penal implica que aceitamos a prisão de mulheres que voluntariamente interrompam a sua gravidez antes das dez semanas.
. Não aceitamos que em “conflito de interesses” se sujeite um ser com vontade, sensibilidade e sentimentos a um feto incapaz de discernir o quer que seja. Caso contrário levamos os camarões a parlamento para discutir as questões da pesca.
. Ser a favor do SIM não é ser a favor do aborto, é ser a favor das mulheres, da liberdade, do ser humano enquanto ser pensante.
Caso o leitor ainda esteja confuso estou certo que os vídeos seguintes elucidarão sobre a questão...
sábado, janeiro 13, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
Ano Novo... Humor Escatológico
Um verdadeiro pagode!
Depois de os "Gato Fedorento" terem realizado inúmeras variações à volta do nome da série, deixo aqui as 3 primeiras alternativas ao desenrolar dos episódios!
Os vídeos estão todos no YouTube, bastando fazer a pesquisa com as palavras "Floribella alternativa" (o link acima faz isso automaticamente), e provavelmente, serão criados novos com o passar do tempo...
quinta-feira, dezembro 21, 2006
O Regresso dos Mortos-Vivos

Pois é... algum cientista louco deve ter inventado uma máquina pós-apocalíptica que ressuscita os mortos! Era uma questão de tempo até algo semelhante acontecer, mas finalmente aí a temos!
Há uns meses atrás foram os Delfins, banda da qual ninguém ouvia falar (logo estavam mortos) desde 1997, com "O Concerto Mais Pequeno do Mundo" que gravaram para a Rádio Comercial. Agora até têm um site "biónico" em que podemos escolher entre a Versão 1.0 ou 2.0 dos rapazes... Terão sido vítimas de conservação em formol ou de criogenização?
Mais recentemente assistiu-se à ressurreição de André Sardet através da massiva e enjoativa divulgação, nas rádios, do concerto acústico com a música "Foi Feitiço"! Depois disto, é vê-lo com a agenda cheia de concertos e até já dá entrevistas na TV a dizer que o caso dele "devia ser estudado"... enfim, um poço de modéstia!!!
Ou seja, com estas duas ressurreições, messianizam-se os artistas em causa que, quais Jesus Cristos, regressam dos mortos para a seguir subir aos céus (espero que com um belo fogo-de-artifício)!
Se a moda pega, ainda vamos assistir ao reaparecimento dos "Da Vinci" (Suma-se!)...
Em jeito de conclusão/profecia, espero que a merda da máquina seja destruída, que o "cientista" seja fuzilado ("sem direito a julgamento, sem direito a júri, direitinho à execução!") para citar o Vincent Vega e que o fogo-de-artifício seja organizado pela ACERT, uma vez que já estão habituados a queimar e rebentar o Judas!
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Anedota do Dia
A: Este ano o Menino Jesus vai passar frio!
B: Ai sim, então porquê?
A: Porque a vaca e o burro abandonaram o presépio!
B: Ora essa, e para onde se dirigiram?
A: A vaca para o Ministério da Educação e o burro para a Presidência da República!
É sempre um bocado pueril usar estes lugares-comuns para insultar os outros mas mesmo assim achei piada!
Contra o fim da Sic Comédia
Neste aproveito para divulgar A PETIÇÃO que está a ser assinada e que vai ser enviada à TV Cabo contra o fim da estação!
Peço a todos os que gostam da programação do canal (como eu), e aos visitantes do blog que a assinem ou que a divulguem via email pois é a única forma forma de que dispomos para mostrar o nosso descontentamento!
Para além disso, se não fosse a Sic Comédia eu nunca teria feito posts como ESTE, ESTE e mais ESTE!
Obrigado a todos!
sábado, dezembro 02, 2006
Cada vez me arrependo menos!
Há cerca de uns meses atrás, resolvi terminar o contrato com a TV Cabo. Não para mudar para a concorrência, mas porque achei que a paciência (a minha) e a prepotência (da empresa) também têm limites. E ambas foram para além desses limites.A principal razão foi financeira: comecei por pagar 17,50€ de mensalidade em Novembro de 2004, e em Abril de 2006 já pagava 22,49€ sem que o serviço (Clássico) se tivesse alterado (os 40 canais). Para além disso, pude concluir que a empresa mudava os canais quase como quem muda de camisa (sempre que lhes dava mais "jeito"). O exemplo mais flagrante foi a substituição do canal GNT que apresentava, essencialmente, a programação da Rede Globo, pelo canal TV Record. Nessa altura, houve bastantes protestos por parte dos utilizadores que não ficaram satisfeitos com a troca (ninguém gosta de mudar para pior), muitos deles por pertencerem à crescente comunidade brasileira em Portugal, outros por terem alguma espécie de ligação à cultura daquele país, outros ainda por apenas gostarem de ver o que se faz por aquelas paragens...
Apesar dos protestos que se fizeram sentir nessa altura, é bom ver que o rumo da empresa, um pouco à semelhança dos matarruanos criados pelos Gato Fedorento, "seguiu, seguiu, seguiu..." Desta vez, como "resultado de um processo de avaliação da actual oferta de canais SIC no cabo, a SIC e a TV Cabo acordaram:
na continuidade da emissão do canal SIC Mulher, como objectivo de reforço da qualidade da programação;
no fim da emissão do canal SIC Comédia a partir de 31 de Dezembro 2006." como se pode ler no site da empresa. E é a única informação de que dispomos acerca do assunto, para além das barras informativas que vão passando durante a programação, porque no site do canal nem sombras do fim anunciado.
Mais uma vez e sem consultar os utilizadores que pagam as mensalidades, a TV Cabo toma uma decisão que vai afectar esses mesmos utilizadores, quer gostem ou não do canal. Aos que não gostam pouca diferença lhes fará, até porque o canal vai ser substítuido por amostras de vários canais do pacote Funtastic Life (o pacote “topo de gama” da TV Cabo). Assim, a TV Cabo acaba com um canal que não dá lucro e mostra aos espectadores que há canais muito melhores para quem esteja disposto a pagar uma mensalidade mais alta!
Os que gostam perdem programas como "Everybody Loves Raymond", "Seinfeld", "Allo Allo", "Benny Hill", "Comedy Inc.", "Smith & Jones", "My Hero", "The Tonight Show with Jay Leno", "Late Night with Conan O'Brien" and so on, and so on... ou seja, séries do melhor que se faz em termos de comédia por esse mundo fora!
O melhor de tudo, e segundo o comunicado emitido pela TV Cabo, esta decisão de não renovar o contrato com a Sic Comédia teve em conta "a diversidade da oferta actual da TV Cabo nesta temática, que já disponibiliza os maiores e mais recentes êxitos do mercado, tanto através dos novos canais de séries e entretenimento (AXN, Fox, Fox Life, People& Arts), dos conteúdos da própria SIC (SIC Mulher e SIC Radical) bem como da programação de canais generalistas". Diversidade? de séries cómicas? nos canais referidos? - claro, e o Holocausto nunca aconteceu!
É de bradar aos céus (no mínimo)! Mas pode-se sempre agradecer ao Francisco Penim!
Se queriam realmente prestar um serviço decente, punham os utilizadores a pagar por cada um dos canais, escolhendo cada um quantos queria ter e arrumava-se de vez o assunto!
sábado, novembro 25, 2006
Cenas da Língua

Ora:
porque gosto do programa e da maneira como está elaborado;
porque defendo a correcta utilização da Língua Portuguesa (Estão a ficar desconfiados?);
porque já AQUI manifestei o meu repúdio por aqueles que a querem "assassinar" (Hmm! muito suspeito!);
porque sou professor de Língua Portuguesa (Ah! está esclarecida a imparcialidade!);
resolvi postar o texto, visto que ao Netprof só pode aceder quem é professor e possui um login/palavra-chave.
Até pode parecer pedantismo da minha parte (partilhar aqui o texto, qual pedagogo esclarecido) mas, em minha defesa, devo dizer que nem todas as iniciativas respeitantes à LP me agradam: acho o Campeonato Nacional da Língua Portuguesa e o Plano Nacional de Leitura, por exemplo, uma autêntica palermice!
Mas, vou-me deixar de tretas e cingir-me ao essencial:
"A RTP lembra-se do português escrito e falado
Após décadas de indiferença (só os velhos recordam as «Charlas Linguísticas» de Raul Machado), a RTP dá um sinal de sensibilidade ao problema, com o programa «Cuidado com a Língua!», da autoria de José Mário Costa (responsável pelo sítio ciberduvidas.sapo.pt). É emitido às sextas-feiras (21h) e retransmitido na RTP-África e na RTP-N (sábados, 22h) e na RTP Internacional (terças-feiras). Embora a duração seja curta (10 minutos) e a periodicidade semanal, tem privilégio de «horário nobre» e leva a crer que um canal de serviço público pode reconhecer que pecou e está disposto a emendar-se. Dir-se-á que esta TV (e as outras) devia submeter a totalidade dos programas, e não um só, ao crivo da exigência e a normas aceitáveis de competência linguística. Mas não sejamos maximalistas nem utópicos; já é positivo que uma estação se comece a preocupar, como é seu dever, com a defesa do consumidor contra a interminável cadeia de erros ou, muitas vezes, de rotundos disparates, que vão das legendas de filmes e séries até ao modo como são pronunciadas palavras estrangeiras e mesmo portuguesas.
«Cuidado com a Língua!» nasceu da proposta, feita por José Mário Costa ao director de programas Nuno Santos, de contrariar o «abastardamento do ensino (e o que se sabe do clamoroso índice de reprovações na disciplina de Português no ensino básico e secundário) e do nivelamento tão por baixo de como se escreve e fala nos diversos órgãos de comunicação social» (cito a sinopse do programa). O público-alvo (e aqui não sigo o texto da sinopse) é toda a gente, nos países onde se fala português, especialmente aqueles em que é língua oficial. A concepção do programa vai no sentido de evitar a aridez, a solenidade ou a chatice. É apresentado por um actor conhecido, talentoso e simpático - Diogo Infante, interpretando cenas construídas para o efeito ou apresentando as «da vida real», ricas na asneira e no ridículo. É filmado em exteriores - em vez de pôr um senhor diante de uma secretária num estúdio - e recorre a pessoas «normais» em situações usuais. Cumpre o objectivo de ser um «espaço de programação» didáctico, informativo e lúdico, detendo-se em palavras e expressões portuguesas - das quais explica origens e significados, apontando erros e acertos, questionando «modismos» e «barbarismos», notando diferenças entre o português de Portugal e outros. Principalmente atento à escrita, não omite a língua falada, contemplando diferenças entre nós e noutros «lusófonos». Ouvimos por exemplo Bagão Félix explicar como se pronuncia o seu último apelido. Capaz de autovigilância, o programa não se esquiva a reconhecer os seus próprios lapsos, como o fez ao corrigir «Joviana», que tinha grafado como «Juviana», e aproveitando para explicar a relação desse nome com «Jove» (Júpiter). As emissões até agora vistas (sete com a de ontem, faltando seis nesta 1.ª série) fornecem material para numerosos comentários. Os meus seriam, em geral, de concordância. Recomendo apenas alguma prudência nos aportuguesamentos; é duvidoso que da pronúncia de um nome árabe (aliás variável, conforme os falantes e os dialectos) decorra automaticamente a sua grafia, e pode haver quem pense que «alcaida» é a mulher do alcaide e não «al-Qaida» (ou al-Qaeda»), «a base»."
P.S. - (1) Adoro ouvir o Luís Filipe Vieira a dizer que viu "rapazinhos a correrem" (sic)
P.S. - (2) Este post foi elaborado sem a presença de gralhas, erros de ortografia, sintaxe, pontuação ou concordância, exceptuando a citação do LFV.
sexta-feira, novembro 17, 2006
Acreditem que é verdade

Depois de ter passado em revista alguns dos jornais desta 5ª feira, cheguei à conclusão que não foram só as temperaturas que baixaram! As águas (do Ministério da Educação) começam a ficar agitadas, mesmo que para isso seja necessário desassoreá-las pela força da chuva que tem caído! Digo isto porque apesar da vontade do ME em enfiar a "cabeça na areia", os problemas estão aí (e começam a bater-lhes à porta com mais regularidade e intensidade).
Mas, vamos por partes: em primeiro lugar, é importante referir que a contestação à Sra. Ministra e seu séquito tem vindo a aumentar não só pela parte dos professores mas também de alunos e até mesmo dos pais! É claro que a face mais visível desta oposição tem-se mostrado nestas duas últimas semanas e fica-se a dever à paragem feita pelos professores na semana passada (9 e 10), pela vigília feita em frente ao ME (desde dia 15 e ainda a decorrer) e pelas acções de luta levadas a cabo pelos alunos durante o dia de hoje (16).
Em segundo, convém explicar que todo este salsifré se deve, em grande parte, à revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que, entre outras coisas bonitas de se ver, prevê a divisão da carreira de professor em duas categorias: professor e professor titular, bem como a introdução de quotas para aceder à segunda e mais elevada. Como se não bastasse, ainda pressupõe a avaliação do desempenho dos professores dependente de critérios como os resultados escolares e as taxas de abandono dos alunos. Mas nada disto é novidade!
Mesmo assim, atrevo-me a dizer que em vez de proporcionar aos professores uma carreira - na verdadeira acepção da palavra - este ME e este governo preferem impedir que isso aconteça, se isso significar poupar uns trocos ao fim do ano! (Como se costumava dizer quando eu era petiz: "Assim não brinco! Pego na bola e vou para casa!") No entanto, quem assume esta posição é o governo e não os desgraçados dos professores que estão a ser "comidos" por todos os lados, uma vez que da parte deste ME só se têm visto imposições e nenhumas negociações! Aliás, ninguém me consegue convencer de que as "negociações" com os sindicatos só se continuam a realizar porque estão previstas na lei, senão, até isso tinha sido suprimido!
Porém, se tudo isto já parece mau, na minha opinião, o pior ainda está para vir... visto que este ECD se aplica aos professores que já têm uma carreira construída (por mais pequena que seja) e também aos que ainda nem sequer a começaram! E aqui é que (passe a expressão) "a porca torce o rabo"! Se até aqui já era difícil aos professores encontrarem um posto de trabalho fixo, com a entrada em vigor deste ECD (já para 2007) é mesmo para esquecer! Para além disso, e porque os professores desempregados representam cerca de 10% dos 457 mil trabalhadores que em Portugal estão desocupados, o Governo insiste em propagandear a descida da taxa de desemprego como a saída para a crise. Nem vale a pena estarmos com rodeios: a taxa de desemprego está a ser falseada com o objectivo de criar a ilusão de que a economia está a crescer... e já se sabe que a economia só cresce com base na confiança! (Mas se calhar estou a apontar só o óbvio...)
No caso concreto dos professores é muito simples desmontar o engano: vamos supor que na escola X é necessário um professor de Língua Portuguesa (para leccionar 4h semanais) e outro de Inglês (com a mesma carga horária). Como é que o ME resolve o problema da escola e o do desemprego ao mesmo tempo? "Elementar, meu caro Watson!" - diria Sherlock Holmes. Em vez de abrir uma vaga de 8h semanais para os licenciados em Português/Inglês (que podem leccionar as duas disciplinas), OBRIGA a escola a abrir dois concursos diferentes, um para cada horário, empregando, assim, duas pessoas em vez de uma!
"É ou não é do catano, caraças?"
sábado, novembro 04, 2006
Mas quem é o gajo?
Para quem não sabe, enquanto passa a ficha técnica da referida novela, ouvem-se os pensamentos profundos de um "filósofo existencialista" com um discurso marcadamente retórico, que nos apresenta oralmente os "momentos altos" do episódio desse dia e abre-nos uma fresta dos episódios seguintes!
Vai daí resolvi lançar um desafio aos caríssimos leitores (os 4 ou 5 que têm pachorra para nos aturar) pois pode ser que juntos consigamos descobrir quem é este "amigo do saber" e dá-lo a conhecer ao país, quem sabe ao Mundo e talvez à Europa?







